As Taipas versus as Colectividades versus a Junta de Freguesia
Por Sérgio Araújo
Colocado a 14-02-2010
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Li no Reflexo Digital uma notÃcia dando conta que a Junta de Freguesia de Caldelas havia dirigido um "um convite/convocatória a todas as associações recreativas, culturais e desportivas da vila para a realização de uma reunião conjunta", com o objectivo de convidar as associações taipenses a participar em algumas actividades e a propor novas actividades dentro da sua área de acção e recolher "informação sobre a calendarização dos diferentes eventos a realizar durante 2010 pelas diferentes associações e que passarão a constar de uma agenda cultural a criar pelo executivo taipense".
Algumas notas me merece esta notÃcia.
1ª Nota: Apraz-me o reconhecimento, por parte da Junta Taipense, do mérito do programa eleitoral socialista sufragado nas últimas eleições autárquicas.
Na verdade, esta iniciativa era uma das linhas programáticas do "Grupo Por Amor às Taipas", para a área das colectividades, pois considerávamos e consideramos necessário coordenar esforços no alcance do bem-estar comum.
2ª Nota: Segundo apurei e sei, não é verdade que tenham sido convidadas todas as colectividades/associações da Vila, conforme erradamente consta da notÃcia do Reflexo.
Pelo menos a Cooperativa Taipas-Turitermas e o Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa não o foram.
Ostracização!? Estou em crer, quero crer, que não! Tudo não terá passado de um esquecimento ou de um mero erro de secretaria, por parte da Junta, cujo comportamento será, acredito, rectificado. Afinal, são instituições da Vila têm feito tudo quanto está ao seu alcance pelo desenvolvimento das Taipas.
3ª Nota: Como referi na nota anterior, não acredito que a omissão de convite à quelas instituições tenha sido propositada, nada disso, mero esquecimento. Curioso é que, independentemente da verdadeira razão de tal omissão, se a mesma fosse perpetrada pela C.M. Guimarães quanto à Junta de Freguesia ou quanto a alguma instituição taipense, caÃa o "Carmo e a Trindade", sendo aquela acusada de descriminar o executivo, de se recusar a trabalhar com quem foi democraticamente eleito.
Todavia, como a omissão de convite foi cometida por quem já nos habituou aos queixumes de quem quer colinho, isto é, a Junta, quanto a duas instituições muito precisas, não se passa nada, tudo é normal, é como diz o nosso amigo Quim Vilas, "E eu vou andando por aà e, por simpatia, também vou assobiando."!
Finalmente, soube que foi criada uma nova associação na nossa Terra, a Associação Recreativa, Cultural e do Carnaval Taipense (ARCAT).
Se por um lado, a criação de mais esta associação significa que Caldas das Taipas mexe, e muito, sendo sempre legÃtima a sua constituição, desde que responsável e com objectivos claros e concretos, por outro lado, tenho receio que a criação de associações como se de cogumelos se tratassem, possa fragilizar todas as instituições da Vila.
Sempre ouvi dizer que a união faz a força e que, quando se quer mandar, há que dividir! No contexto concelhio, poucas associações taipenses têm um forte peso e relevância!
Com todo o respeito pelas pessoas que estão à frente das instituições, cujo trabalho lhes tiro, de forma geral, o chapéu, não seria mais benéfico para as mesmas e para Caldas das Taipas se as associações, pelo menos as mais pequenas, se juntassem numa só, a constituir ou então numa já existente, como o CART, esta com grande abrangência de actuação? Não formariam uma associação com poder de actuação, organização, reivindicação muito maior e mais forte? E as Taipas não sairia melhor representada? Talvez…
Sem querer ferir susceptibilidades, creio que vale a pena pensar nisto!
Pelas Taipas,
Sérgio Araújo